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Elza Soares, Leny Andrade, Marçal e muito telecoteco no Projeto Pixinguinha de 1980

Com direção artística de Chico Feitosa, encontro das duas cantoras com o mestre da percussão percorreu teatros do Sudeste, do Centro-Oeste e do Norte

Elza Soares, Leny Andrade e Mestre Marçal

Elza Soares, Leny Andrade e Mestre Marçal

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    • Esses moços – Elza Soares

    • Nó na madeira – Leny Andrade

    • Batida diferente – Leny Andrade

    • Ai ioiô – Leny Andrade

    • De conversa em conversa / Tim tim por tim tim / Eu quero um samba – Leny Andrade

    • Nós – Leny Andrade

    • Flor de Lis – Leny Andrade (1980)

    • Estamos aí – Leny Andrade

    • Devagar com a louça – Elza Soares

    • Malandro – Elza Soares (1980)

    • Artimanha / Arte de malandro – Elza Soares

    • Fim de noite – Elza Soares

    • Oração de duas raças – Elza Soares (1980)

    • Timbó – Elza Soares

    • Cobra caninana – Elza Soares

    • Como lutei – Elza Soares

    descer

Se o Brasil é frequentemente definido como um “país de cantoras”, em 1980 o Projeto Pixinguinha levou para a estrada uma boa amostra de vozes femininas. Foi naquela temporada que se reuniram duas das melhores intérpretes brasileiras de todos os tempos: Elza Soares e Leny Andrade. Completando o time de craques na voz e no suingue, uma legítima autoridade do ritmo: o grande percussionista e cantor Marçal, mais conhecido no meio do samba como Mestre Marçal – graças às duas décadas no comando da bateria da Portela.

Dirigido pelo compositor Chico Feitosa, o trio foi acompanhado na turnê pelos músicos Betinho (violão), Bosco (piano), Jorginho (bateria), Macalé (percussão), Tibério (contrabaixo) e Zé Paulo (cavaquinho e bandolim). Na estrada de 1 de setembro a 3 de outubro, o espetáculo foi apresentado 25 vezes, em teatros de seis cidades: São João de Meriti (RJ), Rio de Janeiro, Campo Grande, Cuiabá, Manaus e Belém.

Na capital paraense, o jornal O Liberal anunciou o show como o “samba do adeus”, pois era o último do Projeto Pixinguinha na cidade naquela temporada. A matéria, assinada por Edgar Augusto e publicada em 28 de setembro de 1980, destacava Marçal como “um dos mais perfeitos músicos nacionais de percussão”, enquanto Leny Andrade era apresentada como cantora pioneira a gravar um disco ao vivo no país. O maior destaque do texto, no entanto, era mesmo para Elza Soares, que chegou a Belém exaltando o Pixinguinha: “O Projeto traz o povo. E o povo é tudo pra mim.” Leia a matéria na galeria de imagens.

Estreante no Projeto Pixinguinha, Elza fazia por merecer os holofotes da imprensa durante a turnê. O recém-lançado Negra Elza, Elza Negra, que ela lançou durante a temporada, era nada menos do que seu 23º LP de carreira, exatos 20 anos após a primeiro disco, quando se projetou com o samba Se Acaso Você Chegasse (Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins). Pois era justamente com outro sucesso de Lupicínio Rodrigues – o samba-canção Esses Moços – que Elza Soares abria o espetáculo e deixava o palco para Leny Andrade cantar sucessos recentes (Flor de Lis, de Djavan) e antigos (Ai Ioiô, de Luiz Peixoto, Henrique Vogeler e Marques Porto).

Outra que não podia faltar no repertório de Leny era Estamos Aí (Durval Ferreira, Maurício Einhorn e Regina Werneck), maior sucesso de sua carreira, que, assim como a de Elza, começou no fim dos anos 50, como crooner de orquestra em boates da noite carioca. Passeando à vontade na fronteira entre o samba e o jazz (outra semelhança com sua companheira de turnê), Leny trazia também no repertório alguns sambas de seu disco mais recente (Registro, do ano anterior), como De Conversa em Conversa (Lúcio Alves e Haroldo Barbosa), Nós (Johnny Alf) e Tim Tim por Tim Tim (Haroldo Barbosa e Geraldo Jacques). Clique na galeria de áudios para ouvir o espetáculo.

Na segunda metade do show, Elza voltava ao palco com o telecoteco de Devagar com a Louça (Luís Reis e Haroldo Barbosa) para, em seguida enfileirar músicas de seu disco recém-lançado, como Malandro (Jorge Aragão), Cobra Caninana (João de Aquino e Hermínio Bello de Carvalho) e Como Lutei (Wilson Moreira e Nei Lopes). Só então entrava em cena Mestre Marçal, cantando parcerias do legendário Armando Marçal (seu pai) com Alcebíades Barcelos (o Bide), como os sambas clássicos Agora é Cinza e Barão das Cabrochas. No encerramento do show, Leny Andrade e Elza Soares voltavam ao palco e se juntavam ao grande percussionista na interpretação de Quebra Quebra Gabiroba (Plínio de Brito).

Nota: por não termos conseguido a autorização da família de Marçal, disponibilizamos apenas os trechos do espetáculo com participações de Elza Soares e Leny Andrade.

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